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domingo, 13 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma chamada...

Caminhava em passos apressados, parou ao sentir uma vibração no bolso. Era o celular que chamava. Olhou o número no visor, e reconheceu no mesmo instante. Não conseguiu reprimir uma expressão dolorida. Atendeu com a voz abafada. O corpo tensionado, aos poucos foi relaxando.
A voz que vinha do celular ia penetrando em sua alma. A calma de ouvir contrabalanceava com o sofrimento do que ouvia. Não podia deixar de se comparar com quem conversava. Não conseguia ignorar a realidade da situação atual.
Não conseguia definir se era maior a dor ou o apaziguamento. Era mais uma das contradições que haviam marcado tantos momentos.
Sentia paz e alegria ao ouvir, mas a cada palavra se abatia por ver cada vez mais seu ideal se afastando.
A conversa levada de forma banal, escondia sentimentos reprimidos.
Quando menos percebeu estava sorrindo e dando risada, coisas que a tempo não fazia. O tempo ia escoando, e chegou o momento onde foi necessário se despedir.
Não queria deixar esse momento de paz acabar, mesmo com as dores que ele trazia. A ligação foi encerrada, o celular guardado novamente. O momento havia acabado, não tinha mais como dizer: Eu vivo você!

sábado, 5 de novembro de 2011

Virginia Woolf diz...

"Sempre penso em você quando escrevo, Katharine, mesmo quando se trata de coisas de que não entende. Prefiro, sim, acho que prefiro que você goste do que escrevo do que qualquer outra pessoa no mundo."

Noite e Dia,  de Virginia Woolf

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A vida é...



A vida é um incompreensível ciclo.
Apesar de sua forma fixa que temos como base, nunca conseguiremos entender toda a volta que ela faz.
Terminei uma volta, mas você nunca voltará.
A volta terminou e o que termina não volta.
Se algo voltou, também terminará.
O novo ciclo continua com coisas novas e diversas, um ciclo com partes mais apagadas e outras muito brilhantes.
O brilho ofusca e não se percebe as partes apagadas.
Mas elas estão lá, pois o que terminou não volta.
E na nova volta não dá para voltar o que terminou.

03/08/2010

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

No meio da noite...

Acordou dando um pulo na cama, corpo suado, sentia a camiseta ensopada em suas costas.
Aos poucos foi tendo noção da realidade, o pesadelo ia sumindo de sua mente.
Não sabia dizer se era sonho ou pesadelo, mas tinha ficado com um gosto agridoce na boca.
Tentou sentar, mas não conseguia se mover.
Ficou olhando para o teto tentando tirar da mente as imagens do sonho que ainda insistiam em aparecer.
Ao fechar os olhos, as imagens ficavam mais nítidas. O necessário era ficar de olhos abertos, mas assim o sono ia sumindo junto com as imagens.
O corpo, agora, apresentava mais sinais de cansaço. A exaustão não permitiu que ficasse muito tempo de olhos abertos olhando para o teto.
Voltou a fechar os olhos e recebeu o golpe das recordações.
Não sabia porque sonhar com o passado, o passado já tinha se tornado um pesadelo.
Não havia lembrança que pudesse despertar o lado doce dos acontecimentos anteriores.
Não restava nada. Não havia nada mais de bom.
Ou, ao menos, era assim que se obrigava a pensar.
Quis abrir os olhos novamente, era doloroso conviver com aquela imagem que persistia em aparecer.
Porém o sono voltava, o cansaço ajuda nisso.
Estava adormecendo aos poucos, a imagem ia desvanecendo lentamente.
Não disse adeus para a imagem, sabia que ela voltaria aos seus sonhos.
Antes que ela desaparecesse, sussurrou: Eu vivo você!