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domingo, 22 de janeiro de 2012

Bright Star, de John Keats

Bright Star



Estrela brilhante, que eu fosse firme como tu és -
Não em esplendor solitário pendurado no alto da noite
E assistir, com tampas eterna à parte,
Como paciente da Natureza, sem dormir eremita ,
As águas se movendo em sua tarefa priestlike
De margens humana pura ablução rodada da Terra,
Ou olhando sobre a máscara caiu soft-novo
De neve sobre as montanhas e os pântanos -
Não - mas ainda firme, ainda imutável,
Pillow'd no peito meu amor amadurecimento feira,
A sentir para sempre incham a sua suave e queda,
Acordado para sempre em uma agitação doce,
Mesmo assim, ainda ouvi-la-concurso tomadas respiração,
E assim viver sempre - ou desmaio outra à morte.



Poema Bright Star do poeta John Keats traduzido

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Voz no Silêncio

"Você não fala, mas eu te escuro."
Filme A Última Estação

Escuto tua voz silenciosa, escuto o que você me diz em teu silêncio.
Tuas palavras nem sempre são necessárias para te entender.
Teu silêncio me diz e me explica tudo que preciso saber.
Em teu silêncio e no meu, nos escutamos.
O amor entende o silêncio.
O amor compreende as palavras mudas que são ditas não pela boca, mas pela alma.

"Só o silêncio é sincero."
Fernando Sabino

No silêncio não inventamos mentiras com as palavras. Não escondemos e não acrescentamos verdades.
Deixando no silêncio que a sinceridade se instale e que ela explique e justifique.
Ao escutar o teu silêncio, escuto tuas palavras sinceras que são ditas pelo coração.
Não escuto o som da tua voz, mas a batida de teu coração.
E é nesse som onde está a verdade além das palavras e além do silêncio.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Água e Algodão

O algodão e a água são coisas diferentes, que surgem na natureza de formas distintas.
São duas coisas que nem sempre se encontram, porém existem momentos que o algodão e a água entram em contato.
E quando se coloca a água junto com o algodão, ambos se juntam, se fudem, se integram, formando uma única coisa. Água e algodão juntos são mais pesados, sólidos, fortes que separados.
Juntos adquirem uma nova forma,  e dessa forma podemos distinguir ainda o que é água e o que é algodão.
E mesmo que depois de algum tempo, exprema-se o algodão para dele tirar a água. Ele permanecerá molhado, algo da água continuará nele, a água deixa sua marca. E após secar o algodão nunca mais terá a mesma forma.
E a água sempre deixará algo de si para trás.
É interessante que muitas vezes no amor, as coisas acontecem assim
Duas pessoas se encontram, e se tornam uma.
E independente de qual situação ocorra na vida, e elas se separem nenhuma será a mesma de antes.
O algodão após molhado, não volta a sua forma de antes. E água ao ser expremida do algodão deixa requícios no algodão e nunca mais terá a mesma quantidade.
Muitas vezes coisas simples da vida explicam melhor o que é o amor, do que elaboradas frases.
Muitas vezes observando coisas tão diferentes como água e algodão observamos como o amor age em duas vidas, melhor do que observando os seres humanos.
E o que resta a saber, o ensinamento que podemor tirar da natureza é que tudo sempre se transforma.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Envelopes desbotados

Pegou a caixa e despejou todo seu conteúdo sobre a cama. No momento, foi como se uma onda de envelopes de múltiplas cores tivesse arrebentado ali. Uma mistura nauseante de perfumes enlevaram até desvanecer em poucos segundos.
Passou os olhos pelas diferentes cores, nenhum daqueles envelopes significavam algo agora. Nenhum despertara a curiosidade de rever seu conteúdo. Era uma pilha de papel envelhecido. Foram necessários poucos meses para deixar as cores desbotadas e o papel amarelado.
Perto ou longe do Sol, todas as cores estavam se perdendo ali.Perdendo a vivacidade, os tons bonitos e no final tudo estaria um simples conjunto desbotado.
Achou que leria uma das cartas, que um interesse momentâneo, levaria a escolher um dos envelopes ao acaso para ler a carta que estava ali guardada. Porém, enganou-se. Não sentiu interesse algum e nenhuma vaga sensação nostálgica.
Atirou os envelopes para a caixa, retornou eles para seus lugares. Não se esqueceu de nenhum. Todos envelopes e suas respectivas cartas teriam o mesmo destino.
Quando olhou o conteúdo dentro da caixa, não pensou nas cartas, mas somente nos envelopes. Era como se até os envelopes tivessem perdido o sentido, a razão e a vida. Tudo já tinha chegado além do final. O fim já tinha chegado, e até os envelopes já estavam mortos.
Observou que a mesma coisa tinha acontecido com os sentimentos, aos poucos cada um deles também foi perdendo suas cores, cada sentimento desbotando e perdendo sua vida. Ficando tudo tão opaco que não havia mais interesse algum em guardar aquelas cartas, ou em pensar nos sentimentos.
Foi atirando os envelopes para a lareira, depois que todos estavam lá, tirou a caixa de fósforo do bolso.
Uma vaga sensação tomou conta de si. Não lembrava o que estava escrito em cada uma daquelas cartas, mas a essência ainda tinha seu lugar na memória, ia riscar o fósforo mas parou o movimento.
Pegou um daqueles envelopes para guardar como recordação. Aquele único envelope iria representar todos os outros. Colocou o envelope escolhido ao acaso na caixa, não iria o ler, somente guardar.
Haviam coisas mortas do passado que não queria reviver. Acendeu o fósforo e colocou entre envelopes. Fez esse processo novamente e observou os envelopes e as cartas desaparecendo, tudo virando cinza.
Era uma boa associação com seus sentimentos, que já tinham virado todos cinzas. Ao pensar isso, lembrou-se que ainda havia um envelope que não era cinzas.
Olhou a caixa e ali havia um envelope que outrora fora vermelho. Pensou em abrir e ler o que estava ali escrito, mas sua vontade vacilou. Ficou por um tempo com medo de que como os envelopes, ainda houvesse um único sentimento. Sentia que eles tinham virado cinzas, mas algum podia ter sido poupado como aquela carta. Se lesse a carta poderia saber qual sentimento tinha sido poupado, mas isso assustava, pois mesmo após o final o que poderia ter sobrevivido era: Eu vivo você!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Até que a vida...

Até que a vida passa a ter alguns tons cinzas quando estamos apaixonados.