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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Soube que estava amando ...
Soube que estava amando logo no primeiro dia. E todos os dias que se seguiram foram só confirmação.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Carlos Drummond de Andrade diz...
Lira do amor romântico
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Ou a eterna repetição
Atirei um limão n’água
e fiquei vendo na margem.
Os peixinhos responderam:
Quem tem amor tem coragem.
Atirei um limão n’água
e caiu enviesado.
Ouvi um peixe dizer:
Melhor é o beijo roubado.
Atirei um limão n’água,
como faço todo ano.
Senti que os peixes diziam:
Todo amor vive de engano.
Atirei um limão n’água,
como um vidro de perfume.
Em coro os peixes disseram:
Joga fora teu ciúme.
Atirei um limão n’água
mas perdi a direção.
Os peixes, rindo, notaram:
Quanto dói uma paixão!
Atirei um limão n’água,
ele afundou um barquinho.
Não se espantaram os peixes:
faltava-me o teu carinho.
Atirei um limão n’água,
o rio logo amargou.
Os peixinhos repetiram:
É dor de quem muito amou.
Atirei um limão n’água,
o rio ficou vermelho
e cada peixinho viu
meu coração num espelho.
Atirei um limão n’água
mas depois me arrependi.
Cada peixinho assustado
me lembra o que já sofri.
Atirei um limão n’água,
antes não tivesse feito.
Os peixinhos me acusaram
de amar com falta de jeito.
Atirei um limão n’água,
fez-se logo um burburinho.
Nenhum peixe me avisou
da pedra no meu caminho.
Atirei um limão n’água,
de tão baixo ele boiou.
Comenta o peixe mais velho:
Infeliz quem não amou.
Atirei um limão n’água,
antes atirasse a vida.
Iria viver com os peixes
a minh’alma dolorida.
Atirei um limão n’água,
pedindo à água que o arraste.
Até os peixes choraram
porque tu me abandonaste.
Atirei um limão n’água.
Foi tamanho o rebuliço
que os peixinhos protestaram:
Se é amor, deixa disso.
Atirei um limão n’água,
não fez o menor ruído.
Se os peixes nada disseram,
tu me terás esquecido?
Atirei um limão n’água,
caiu certeiro: zás-trás.
Bem me avisou um peixinho:
Fui passado pra trás.
Atirei um limão n’água,
de clara ficou escura.
Até os peixes já sabem:
você não ama: tortura.
Atirei um limão n’água
e caí n’água também,
pois os peixes me avisaram,
que lá estava meu bem.
Atirei um limão n’água,
foi levado na corrente.
Senti que os peixes diziam:
Hás de amar eternamente.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
domingo, 22 de janeiro de 2012
Bright Star, de John Keats
Bright Star
Estrela brilhante, que eu fosse firme como tu és -
Não em esplendor solitário pendurado no alto da noite
E assistir, com tampas eterna à parte,
Como paciente da Natureza, sem dormir eremita ,
As águas se movendo em sua tarefa priestlike
De margens humana pura ablução rodada da Terra,
Ou olhando sobre a máscara caiu soft-novo
De neve sobre as montanhas e os pântanos -
Não - mas ainda firme, ainda imutável,
Pillow'd no peito meu amor amadurecimento feira,
A sentir para sempre incham a sua suave e queda,
Acordado para sempre em uma agitação doce,
Mesmo assim, ainda ouvi-la-concurso tomadas respiração,
E assim viver sempre - ou desmaio outra à morte.
Poema Bright Star do poeta John Keats traduzido
Estrela brilhante, que eu fosse firme como tu és -
Não em esplendor solitário pendurado no alto da noite
E assistir, com tampas eterna à parte,
Como paciente da Natureza, sem dormir eremita ,
As águas se movendo em sua tarefa priestlike
De margens humana pura ablução rodada da Terra,
Ou olhando sobre a máscara caiu soft-novo
De neve sobre as montanhas e os pântanos -
Não - mas ainda firme, ainda imutável,
Pillow'd no peito meu amor amadurecimento feira,
A sentir para sempre incham a sua suave e queda,
Acordado para sempre em uma agitação doce,
Mesmo assim, ainda ouvi-la-concurso tomadas respiração,
E assim viver sempre - ou desmaio outra à morte.
Poema Bright Star do poeta John Keats traduzido
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Voz no Silêncio
"Você não fala, mas eu te escuro."
Filme A Última Estação
Escuto tua voz silenciosa, escuto o que você me diz em teu silêncio.
Tuas palavras nem sempre são necessárias para te entender.
Teu silêncio me diz e me explica tudo que preciso saber.
Em teu silêncio e no meu, nos escutamos.
O amor entende o silêncio.
O amor compreende as palavras mudas que são ditas não pela boca, mas pela alma.
"Só o silêncio é sincero."
Fernando Sabino
No silêncio não inventamos mentiras com as palavras. Não escondemos e não acrescentamos verdades.
Deixando no silêncio que a sinceridade se instale e que ela explique e justifique.
Ao escutar o teu silêncio, escuto tuas palavras sinceras que são ditas pelo coração.
Não escuto o som da tua voz, mas a batida de teu coração.
E é nesse som onde está a verdade além das palavras e além do silêncio.
Filme A Última Estação
Escuto tua voz silenciosa, escuto o que você me diz em teu silêncio.
Tuas palavras nem sempre são necessárias para te entender.
Teu silêncio me diz e me explica tudo que preciso saber.
Em teu silêncio e no meu, nos escutamos.
O amor entende o silêncio.
O amor compreende as palavras mudas que são ditas não pela boca, mas pela alma.
"Só o silêncio é sincero."
Fernando Sabino
No silêncio não inventamos mentiras com as palavras. Não escondemos e não acrescentamos verdades.
Deixando no silêncio que a sinceridade se instale e que ela explique e justifique.
Ao escutar o teu silêncio, escuto tuas palavras sinceras que são ditas pelo coração.
Não escuto o som da tua voz, mas a batida de teu coração.
E é nesse som onde está a verdade além das palavras e além do silêncio.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Água e Algodão
O algodão e a água são coisas diferentes, que surgem na natureza de formas distintas.
São duas coisas que nem sempre se encontram, porém existem momentos que o algodão e a água entram em contato.
E quando se coloca a água junto com o algodão, ambos se juntam, se fudem, se integram, formando uma única coisa. Água e algodão juntos são mais pesados, sólidos, fortes que separados.
Juntos adquirem uma nova forma, e dessa forma podemos distinguir ainda o que é água e o que é algodão.
E mesmo que depois de algum tempo, exprema-se o algodão para dele tirar a água. Ele permanecerá molhado, algo da água continuará nele, a água deixa sua marca. E após secar o algodão nunca mais terá a mesma forma.
E a água sempre deixará algo de si para trás.
É interessante que muitas vezes no amor, as coisas acontecem assim
Duas pessoas se encontram, e se tornam uma.
E independente de qual situação ocorra na vida, e elas se separem nenhuma será a mesma de antes.
O algodão após molhado, não volta a sua forma de antes. E água ao ser expremida do algodão deixa requícios no algodão e nunca mais terá a mesma quantidade.
Muitas vezes coisas simples da vida explicam melhor o que é o amor, do que elaboradas frases.
Muitas vezes observando coisas tão diferentes como água e algodão observamos como o amor age em duas vidas, melhor do que observando os seres humanos.
E o que resta a saber, o ensinamento que podemor tirar da natureza é que tudo sempre se transforma.
São duas coisas que nem sempre se encontram, porém existem momentos que o algodão e a água entram em contato.
E quando se coloca a água junto com o algodão, ambos se juntam, se fudem, se integram, formando uma única coisa. Água e algodão juntos são mais pesados, sólidos, fortes que separados.
Juntos adquirem uma nova forma, e dessa forma podemos distinguir ainda o que é água e o que é algodão.
E mesmo que depois de algum tempo, exprema-se o algodão para dele tirar a água. Ele permanecerá molhado, algo da água continuará nele, a água deixa sua marca. E após secar o algodão nunca mais terá a mesma forma.
E a água sempre deixará algo de si para trás.
É interessante que muitas vezes no amor, as coisas acontecem assim
Duas pessoas se encontram, e se tornam uma.
E independente de qual situação ocorra na vida, e elas se separem nenhuma será a mesma de antes.
O algodão após molhado, não volta a sua forma de antes. E água ao ser expremida do algodão deixa requícios no algodão e nunca mais terá a mesma quantidade.
Muitas vezes coisas simples da vida explicam melhor o que é o amor, do que elaboradas frases.
Muitas vezes observando coisas tão diferentes como água e algodão observamos como o amor age em duas vidas, melhor do que observando os seres humanos.
E o que resta a saber, o ensinamento que podemor tirar da natureza é que tudo sempre se transforma.
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